Os instrumentos essenciais da cirurgia de catarata e o que considerar em cada um

A facoemulsificação é a cirurgia mais realizada no mundo, com dezenas de milhões de procedimentos por ano, e o seu sucesso depende tanto da técnica do cirurgião quanto da qualidade do instrumental que ele tem em mãos. Este guia percorre os instrumentos que compõem o núcleo de qualquer cirurgia de catarata, com as especificações que importam, as indicações clínicas e as considerações de custo e durabilidade que orientam a montagem de um conjunto de trabalho.

Antes de percorrer os instrumentos, vale enfrentar a decisão que atravessa toda a montagem: reutilizável ou descartável. O instrumental reutilizável, em aço inoxidável de qualidade cirúrgica, exige investimento inicial mais alto, mas tem custo por procedimento muito baixo e vida útil que se estende por anos com manutenção adequada. O descartável tem custo unitário maior, porém elimina o risco de contaminação e chega sempre afiado, o que o torna atraente para serviços de alto volume ou centros sem central de esterilização ideal. A maioria dos cirurgiões adota uma solução híbrida, mantendo reutilizáveis os instrumentos críticos, como fórceps e choppers, e descartáveis as lâminas e cânulas.

A incisão principal e a paracentese

O keratome, por vezes chamado de slit knife, é a lâmina que cria a incisão principal por onde passam os instrumentos da facoemulsificação. A largura padrão da faco moderna situa-se em torno de 2,75 mm, com variantes menores para microincisão, e a angulação costuma variar entre 45 e 60 graus. A qualidade do corte e a geometria da incisão influenciam diretamente a estanqueidade da câmara durante a cirurgia, o que faz desse instrumento um item em que economia mal calculada cobra caro.

A lâmina de paracentese, frequentemente uma MVR, cria a incisão secundária, de cerca de 1 mm, por onde entram os instrumentos auxiliares como cânulas e choppers. O diâmetro e a angulação devem ser escolhidos de modo a permitir manipulação confortável do segundo instrumento sem comprometer a vedação.

O instrumento da capsulorrexe

O fórceps de Utrata é o instrumento da capsulorrexe contínua curvilínea, e poucos itens da bandeja têm impacto tão direto sobre a segurança da cirurgia. Suas pontas finas e levemente curvas permitem a pega precisa da cápsula que a rexe exige. É justamente aqui que a economia mal orientada mais prejudica, porque um fórceps de baixa qualidade não oferece a precisão de pega necessária, e o residente acaba treinando e executando um gesto que não corresponde ao ideal. Vale tratar esse instrumento como um investimento de longo prazo, em aço de boa procedência.

A fragmentação e a manipulação do núcleo

Concluídas a capsulorrexe e a hidrodissecção, o chopper participa da divisão do núcleo em fragmentos menores. Há diferentes desenhos, alguns mais voltados à técnica clássica e outros mais agressivos, indicados para núcleos densos, e a escolha acompanha a técnica de fragmentação que o cirurgião adota. As espátulas, instrumentos finos para manipulação delicada de tecidos, completam o conjunto de manipulação do segmento anterior.

Hidrodissecção, aspiração e implante

A cânula de hidrodissecção, acoplada à seringa, conduz a onda de fluido que separa o núcleo do córtex e viabiliza a rotação livre da catarata. A cânula de Simcoe, por sua vez, permite a irrigação e a aspiração manual do córtex residual sem o facoemulsificador, e ganha relevância em três cenários: o treino em wet lab, a cirurgia em serviços que não dispõem de máquina e a situação de contingência diante de uma falha do equipamento. O injetor de lente carrega e implanta a lente intraocular dobrada pela incisão principal, e existe tanto na versão descartável quanto na reutilizável em titânio.

Exposição e alinhamento

O blefarostato mantém as pálpebras afastadas durante a cirurgia, garantindo um campo estável, item simples cuja ausência ou inadequação compromete toda a ergonomia do procedimento. O marcador de eixo, por fim, é indispensável quando se implantam lentes tóricas, porque o benefício refracional desse tipo de lente depende do alinhamento preciso no eixo planejado.

A bandeja de catarata se organiza em torno de poucos instrumentos verdadeiramente críticos. Investir bem no fórceps de capsulorrexe e no keratome, e tratar lâminas e cânulas como consumíveis, costuma ser a divisão de recursos mais sensata.

Cuidados que preservam o instrumental

A durabilidade do instrumental reutilizável depende menos da marca e mais da rotina de cuidado. Após cada uso, recomenda-se a lavagem em água destilada, o emprego de detergente enzimático específico para instrumental cirúrgico e a secagem completa antes da esterilização. A esterilização por autoclave a vapor é o padrão, e os instrumentos finos, como o fórceps de Utrata, exigem suportes apropriados que protejam as pontas, porque é nelas que reside a precisão que justifica o investimento.

Conhecer o instrumento não substitui treinar com ele

Reconhecer cada instrumento e entender sua função é o primeiro passo, mas a familiaridade que conta na sala cirúrgica nasce do uso repetido. Saber, pelo tato, como o fórceps de Utrata responde à pega da cápsula, ou como a cânula de hidrodissecção se posiciona sob a rexe, é uma competência que se desenvolve manuseando o instrumento contra um tecido que se comporta como o real. Os olhos artificiais Rexis oferecem exatamente essa cápsula sintética de comportamento previsível, permitindo treinar com o instrumental em casa antes de levá-lo ao paciente, com o passo a passo da cirurgia incluído em cada compra.

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Referências e leitura adicional

  1. American Academy of Ophthalmology. Basic and Clinical Science Course, Lens and Cataract.
  2. Steinert RF. Cataract Surgery, techniques, complications and management.
  3. Diretrizes de processamento de produtos para saúde, normas de esterilização de instrumental cirúrgico.

The essential instruments of cataract surgery and what to consider in each one

Phacoemulsification is the most performed surgery in the world, with tens of millions of procedures a year, and its success depends as much on the surgeon's technique as on the quality of the instruments in hand. This guide walks through the instruments that make up the core of any cataract surgery, with the specifications that matter, the clinical indications and the cost and durability considerations that guide the assembly of a working set.

Before walking through the instruments, it is worth facing the decision that runs through the whole assembly: reusable or disposable. Reusable instruments, in surgical-grade stainless steel, require a higher initial investment but have a very low cost per procedure and a lifespan that extends over years with proper maintenance. Disposables have a higher unit cost, but they eliminate the risk of contamination and always arrive sharp, which makes them attractive for high-volume services or centers without an ideal sterilization unit. Most surgeons adopt a hybrid solution, keeping the critical instruments reusable, such as forceps and choppers, and disposables for blades and cannulas.

The main incision and the paracentesis

The keratome, sometimes called a slit knife, is the blade that creates the main incision through which the phacoemulsification instruments pass. The standard width of modern phaco is around 2.75 mm, with smaller variants for microincision, and the angulation usually varies between 45 and 60 degrees. The quality of the cut and the geometry of the incision directly influence the watertightness of the chamber during surgery, which makes this instrument an item where a badly calculated saving costs dearly.

The paracentesis blade, often an MVR, creates the secondary incision, of about 1 mm, through which the auxiliary instruments such as cannulas and choppers enter. The diameter and the angulation must be chosen so as to allow comfortable manipulation of the second instrument without compromising the seal.

The capsulorhexis instrument

The Utrata forceps is the instrument of the continuous curvilinear capsulorhexis, and few items on the tray have such a direct impact on the safety of the surgery. Its fine, slightly curved tips allow the precise grip of the capsule that the rhexis requires. It is precisely here that badly guided saving does the most harm, because a low-quality forceps does not offer the necessary grip precision, and the resident ends up training and executing a gesture that does not correspond to the ideal. It is worth treating this instrument as a long-term investment, in steel of good provenance.

Fragmentation and manipulation of the nucleus

Once the capsulorhexis and the hydrodissection are complete, the chopper participates in dividing the nucleus into smaller fragments. There are different designs, some more oriented to the classic technique and others more aggressive, indicated for dense nuclei, and the choice follows the fragmentation technique the surgeon adopts. Spatulas, thin instruments for delicate tissue manipulation, complete the anterior segment manipulation set.

Hydrodissection, aspiration and implantation

The hydrodissection cannula, attached to the syringe, drives the fluid wave that separates the nucleus from the cortex and enables the free rotation of the cataract. The Simcoe cannula, in turn, allows manual irrigation and aspiration of the residual cortex without the phacoemulsifier, and gains relevance in three scenarios: wet lab training, surgery in services that do not have a machine, and the contingency situation in the face of an equipment failure. The lens injector loads and implants the intraocular lens folded through the main incision, and exists in both the disposable and the reusable titanium version.

Exposure and alignment

The eyelid speculum keeps the eyelids apart during the surgery, ensuring a stable field, a simple item whose absence or inadequacy compromises the whole ergonomics of the procedure. The axis marker, finally, is indispensable when toric lenses are implanted, because the refractive benefit of this type of lens depends on precise alignment in the planned axis.

The cataract tray is organized around a few truly critical instruments. Investing well in the capsulorhexis forceps and the keratome, and treating blades and cannulas as consumables, is usually the most sensible division of resources.

Care that preserves the instruments

The durability of reusable instruments depends less on the brand and more on the care routine. After each use, washing in distilled water, the use of an enzymatic detergent specific for surgical instruments and complete drying before sterilization are recommended. Steam autoclave sterilization is the standard, and fine instruments, such as the Utrata forceps, require appropriate holders that protect the tips, because it is in them that the precision which justifies the investment resides.

Knowing the instrument does not replace training with it

Recognizing each instrument and understanding its function is the first step, but the familiarity that counts in the operating room is born from repeated use. Knowing, by touch, how the Utrata forceps responds to the grip of the capsule, or how the hydrodissection cannula positions itself under the rhexis, is a competence that develops by handling the instrument against a tissue that behaves like the real one. Rexis artificial eyes offer exactly that synthetic capsule of predictable behavior, allowing you to train with the instruments at home before taking them to the patient, with the step-by-step guide to the surgery included in every purchase.

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References and further reading

  1. American Academy of Ophthalmology. Basic and Clinical Science Course, Lens and Cataract.
  2. Steinert RF. Cataract Surgery, techniques, complications and management.
  3. Guidelines for the processing of health products, standards for the sterilization of surgical instruments.

Los instrumentos esenciales de la cirugía de catarata y qué considerar en cada uno

La facoemulsificación es la cirugía más realizada en el mundo, con decenas de millones de procedimientos al año, y su éxito depende tanto de la técnica del cirujano como de la calidad del instrumental que tiene en la mano. Esta guía recorre los instrumentos que componen el núcleo de cualquier cirugía de catarata, con las especificaciones que importan, las indicaciones clínicas y las consideraciones de costo y durabilidad que orientan el armado de un conjunto de trabajo.

Antes de recorrer los instrumentos, conviene enfrentar la decisión que atraviesa todo el armado: reutilizable o descartable. El instrumental reutilizable, en acero inoxidable de calidad quirúrgica, exige una inversión inicial más alta, pero tiene un costo por procedimiento muy bajo y una vida útil que se extiende por años con un mantenimiento adecuado. El descartable tiene un costo unitario mayor, pero elimina el riesgo de contaminación y llega siempre afilado, lo que lo hace atractivo para servicios de alto volumen o centros sin una central de esterilización ideal. La mayoría de los cirujanos adopta una solución híbrida, manteniendo reutilizables los instrumentos críticos, como pinzas y choppers, y descartables las cuchillas y cánulas.

La incisión principal y la paracentesis

El queratomo, a veces llamado slit knife, es la cuchilla que crea la incisión principal por donde pasan los instrumentos de la facoemulsificación. El ancho estándar de la faco moderna se sitúa en torno a 2,75 mm, con variantes menores para microincisión, y la angulación suele variar entre 45 y 60 grados. La calidad del corte y la geometría de la incisión influyen directamente en la estanqueidad de la cámara durante la cirugía, lo que hace de este instrumento un ítem en el que un ahorro mal calculado cobra caro.

La cuchilla de paracentesis, con frecuencia una MVR, crea la incisión secundaria, de cerca de 1 mm, por donde entran los instrumentos auxiliares como cánulas y choppers. El diámetro y la angulación deben elegirse de modo que permitan una manipulación cómoda del segundo instrumento sin comprometer el sellado.

El instrumento de la capsulorrexis

La pinza de Utrata es el instrumento de la capsulorrexis continua curvilínea, y pocos ítems de la bandeja tienen un impacto tan directo sobre la seguridad de la cirugía. Sus puntas finas y levemente curvas permiten la toma precisa de la cápsula que la rexis exige. Es justamente aquí donde el ahorro mal orientado más perjudica, porque una pinza de baja calidad no ofrece la precisión de toma necesaria, y el residente termina entrenando y ejecutando un gesto que no corresponde al ideal. Conviene tratar este instrumento como una inversión a largo plazo, en acero de buena procedencia.

La fragmentación y la manipulación del núcleo

Concluidas la capsulorrexis y la hidrodisección, el chopper participa en la división del núcleo en fragmentos menores. Hay diferentes diseños, algunos más orientados a la técnica clásica y otros más agresivos, indicados para núcleos densos, y la elección acompaña la técnica de fragmentación que el cirujano adopta. Las espátulas, instrumentos finos para la manipulación delicada de tejidos, completan el conjunto de manipulación del segmento anterior.

Hidrodisección, aspiración e implante

La cánula de hidrodisección, acoplada a la jeringa, conduce la onda de fluido que separa el núcleo del córtex y viabiliza la rotación libre de la catarata. La cánula de Simcoe, a su vez, permite la irrigación y la aspiración manual del córtex residual sin el facoemulsificador, y gana relevancia en tres escenarios: el entrenamiento en wet lab, la cirugía en servicios que no disponen de máquina y la situación de contingencia ante una falla del equipo. El inyector de lente carga e implanta la lente intraocular doblada por la incisión principal, y existe tanto en la versión descartable como en la reutilizable de titanio.

Exposición y alineación

El blefarostato mantiene los párpados apartados durante la cirugía, garantizando un campo estable, un ítem simple cuya ausencia o inadecuación compromete toda la ergonomía del procedimiento. El marcador de eje, por último, es indispensable cuando se implantan lentes tóricas, porque el beneficio refractivo de este tipo de lente depende de la alineación precisa en el eje planificado.

La bandeja de catarata se organiza en torno a pocos instrumentos verdaderamente críticos. Invertir bien en la pinza de capsulorrexis y en el queratomo, y tratar cuchillas y cánulas como consumibles, suele ser la división de recursos más sensata.

Cuidados que preservan el instrumental

La durabilidad del instrumental reutilizable depende menos de la marca y más de la rutina de cuidado. Después de cada uso, se recomienda el lavado en agua destilada, el empleo de detergente enzimático específico para instrumental quirúrgico y el secado completo antes de la esterilización. La esterilización por autoclave a vapor es el estándar, y los instrumentos finos, como la pinza de Utrata, exigen soportes apropiados que protejan las puntas, porque es en ellas donde reside la precisión que justifica la inversión.

Conocer el instrumento no sustituye entrenar con él

Reconocer cada instrumento y entender su función es el primer paso, pero la familiaridad que cuenta en la sala quirúrgica nace del uso repetido. Saber, por el tacto, cómo la pinza de Utrata responde a la toma de la cápsula, o cómo la cánula de hidrodisección se posiciona bajo la rexis, es una competencia que se desarrolla manipulando el instrumento contra un tejido que se comporta como el real. Los ojos artificiales Rexis ofrecen exactamente esa cápsula sintética de comportamiento previsible, permitiendo entrenar con el instrumental en casa antes de llevarlo al paciente, con el paso a paso de la cirugía incluido en cada compra.

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Referencias y lecturas adicionales

  1. American Academy of Ophthalmology. Basic and Clinical Science Course, Lens and Cataract.
  2. Steinert RF. Cataract Surgery, techniques, complications and management.
  3. Directrices de procesamiento de productos para la salud, normas de esterilización de instrumental quirúrgico.
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